Desempenho dos Investimentos do FusanPrev - Dezembro/11
O FusanPrev obteve em dezembro uma rentabilidade de 0,90%, cuja composição da carteira de investimentos e a rentabilidade por ativos, bem como o desempenho de alguns indicadores de mercado, referente ao mês em questão, no acumulado do ano de 2011, em 24 meses e desde o início do plano em 2001, confira os graficos em anexo.
Cenário Econômico em Dezembro
O mês de dezembro trouxe poucas surpresas e foi marcado pela baixa liquidez característica de final de ano. A reunião da União Européia, não surpreendeu os mercados e a solução para o problema dos deficits fiscais dos países europeus parece estar longe. As principais agências de classificação de risco informaram que ainda há riscos na economia da região e colocaram a nota de diversos países em perspectiva negativa para um possível rebaixamento (inclusive Alemanha e França). O Banco Central Europeu reduziu a taxa básica de juros para 1,00% a.a e concedeu um empréstimo de 489 bilhões de euros a 523 instituições financeiras européias. Nos EUA, os números de emprego e do setor imobiliário superaram as estimativas dos analistas e garantiram um mês positivo para os mercados acionários norte-americanos, apesar de toda turbulência na Europa (alta de 0,85% do S&P-500 em dezembro). O Banco Central Americano, Federal Reserve, manteve sua política monetária com a taxa básica de juros entre zero e 0,25% a.a. Por aqui, a decisão de reduzir para zero a alíquota de IOF incidente sobre investimentos estrangeiros em bolsa de valores não animou os investidores. O Ibovespa encerrou o ano de 2011 aos 56.754 pontos, um recuo de 0,21% no mês de dezembro e de 18,11% no ano. Apenas a título comparativo, o índice norte-americano S&P-500 fechou o ano estável, o alemão DAX perdeu 14,7%, o francês CAC-40 desabou 17,0% e o índice inglês Footsie-100 recuou 5,5%. Falando mais do Brasil, o Comitê de Política Monetária do Banco Central voltou a cortar a taxa básica de juros em 0,50 pp, para 11,00% a.a, na última reunião em novembro. A demanda permanece robusta, mas há moderação da atividade doméstica e o cenário externo apresenta nível de incerteza acima do usual, inclusive refletindo no recuo das projeções para o crescimento da economia brasileira em 2012. O Relatório Trimestral de Inflação foi mais pessimista, com previsões de menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) (3,5% em 2012) e inflação mais pressionada. Sobre a taxa básica de juros, as apostas agora são de dois novos cortes de 0,50 pp na Selic nas duas próximas reuniões do Copom (janeiro e março), o que reduziria a taxa para 10,00% a.a. O IPCA do mês de dezembro registrou alta de 0,50% e atingiu 6,50% no acumulado de 2011. Já o IGP-M registrou deflação de 0,12% no mês de dezembro e fechou 2011 com alta de 5,10%. O dólar comercial encerrou o ano negociado a R$ 1,8758, o que representa uma valorização de 3,58% no mês de dezembro e de 12,58% no acumulado do ano. As notícias vindas da Europa e as expectativas de que a taxa básica de juros seguirá em queda no início de 2012 foram os principais fatores para a valorização do dólar.
| Anexo | Tamanho |
|---|---|
| dezembro_11.pdf | 93.45 KB |
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