Laqueadura e vasectomia só após 25 anos ou 2 filhos
Processos tornam mulheres e homens estéreis. 46% dos nascimentos no país não são planejados.
Muitos homens e, principalmente, mulheres que já tiveram filhos cogitam passar por um método de esterilização, como vasectomia ou laqueadura. Porém, essa decisão às vezes é tomada muito cedo, de forma impulsiva ou em momentos inapropriados, como depois do parto.
A recomendação médica é que esse tipo de procedimento seja feito após muita conversa e certeza entre o casal, já que a reversão é extremamente difícil.
A vasectomia não exige internação e é um método ambulatorial, feito com anestesia local. Já a laqueadura pode necessitar internação e anestesia com efeito mais amplo. Como todas as cirurgias, ambas trazem riscos.
A mais recente Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), feita em 2006, apontou que 46% dos nascimentos no país ainda não são desejados ou planejados. No levantamento anterior, de 1996, o percentual era de 48%. Esse pequeno avanço, segundo os autores do estudo, mostra problemas no acesso a métodos contraceptivos, mau uso deles ou falhas na tecnologia disponível.
Após a ligadura de trompas, a mulher continua menstruando. E é proibido fazer a cirurgia no parto ou em um aborto, porque são momentos inadequados para a decisão e há maior risco de infecções sistêmicas.
Em um período de 60 dias antes da operação, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acesso a serviço de regulação da fecundidade e aconselhamento de equipe multidisciplinar para desencorajar a esterilização precoce. Essas reuniões de planejamento familiar são feitas nos próprios postos de saúde e são importantes porque o SUS não faz reversão de vasectomia ou laqueadura.
Tanto a vasectomia quanto a laqueadura não diminuem o prazer sexual nem previnem contra doenças sexualmente transmissíveis (DST). Por isso, é fundamental continuar usando camisinha. E a vasectomia mantém a ejaculação igual, pois a parte líquida do esperma é produzida na próstata e na vesícula seminal.
(Fonte: Portal G1)
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