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Controle financeiro: o que não pode faltar na sua planilha

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Controle financeiro: o que não pode faltar na sua planilha

Muitas pessoas não gostam nem de ouvir (ou ler) a palavra “planilha”. Para elas, o controle financeiro através de uma planilha é uma atividade chata, que exige muita disciplina e que só faz sentido quando você tem mais dinheiro. Não é bem assim e precisamos acabar com o uso dessas desculpas.

O controle financeiro só é chato quando ele é ineficiente e não contribui para decisões melhores, o que acontece quando ele é feito “de mentirinha” ou de forma apressada e incompleta. Pensando nisso, trago neste texto algumas dicas do que não pode faltar na sua planilha.

O objetivo de uma planilha de controle financeiro não é impedir você de gastar seu dinheiro ou automaticamente mostrar como devem ser suas decisões daqui em diante, mas simplesmente servir como uma fotografia da sua realidade financeira e, consequentemente, da sua capacidade de pagamento/endividamento.

Controle financeiro: sua planilha deve ser simples de alimentar

Não faz sentido ter uma planilha tão completa, cheia de gráficos e indicadores, se na hora de registrar seus gastos cotidianos você leva muito tempo e fica perdido. Se você quer uma ideia de como começar o controle financeiro de uma forma inteligente, experimente nossa planilha gratuita de controle financeiro.

O principal na criação de sua planilha de controle financeiro é organizar os campos digitáveis de forma simples, permitindo que a digitação aconteça sem a necessidade de toda hora navegar pela planilha. Categorias e subcategorias próximas umas das outras e a um toque do “ENTER” ou seta do teclado ajudam bastante.

Pense como se fosse registrar as coisas em uma folha de caderno, então organize a planilha considerando sua maneira de lidar com os números fora dela. Geralmente, olhamos de cima para baixo, com o somatório ao final (embaixo de tudo). Mas algumas pessoas gostam de fazer isso de forma horizontal.

Você precisa se sentir bem e tranquilo ao alimentar sua planilha de controle financeiro, como se a atividade em si não fosse um fardo. O trabalho maior precisa vir depois, ao analisar tudo (e será preciso manter as coisas simples do mesmo jeito).

Controle financeiro: sua planilha deve ter a sua cara

Uma das coisas mais comuns que encontro em planilhas de amigos e clientes é a categoria de gastos chamada “Diversos”. De vez em quanto, ela aparece com o nome “Outros”. Eu sempre pergunto: no seu dia a dia você consome diversos? Outros? O que é isso pra você?

A resposta vem em tom de brincadeira, é claro, afinal tudo aquilo com que gastamos nosso dinheiro parece fazer sentido quando o fazemos – e não é “outros” ou “diversos” naquele instante, não é mesmo? Categorizar direito, portanto, é essencial para um bom controle financeiro.

Um orçamento doméstico bem feito não é necessariamente aquele que tem mais linhas ou gráficos, mas aquele que de fato representa a realidade e pode ser analisado de forma rápida, objetiva e sem a necessidade de ficar lembrando de tudo o que aconteceu quando o dinheiro foi gasto.

Coloque nomes significativos e que representem sua vida nas categorias de gastos de sua planilha. Se você come muito fora de casa, por exemplo, e acha que é melhor dividir suas despesas com comida entre “Alimentação em casa” e “Restaurantes”, faça isso. Você precisa se conhecer.

Controle financeiro: sua planilha deve ser fácil de interpretar

Uma planilha é um documento íntimo e que precisa fazer sentido para você. Parece óbvio dizer isso, mas muitas pessoas parecem criar algo que vai ser usado em uma palestra ou para sinalizar virtude nas redes sociais – algo como “vejam como minha planilha é incrível”. Uma planilha incrível? E a vida real?

Aquela história de que “uma imagem vale mais do que mil palavras” pode fazer sentido para muita coisa, mas não é exatamente o caso com suas finanças pessoais. Um gráfico pode ser muito útil se ele for feito do jeito certo e fizer sentido dentro da análise proposta, mas encher a planilha de elementos visuais não é o caminho certo.

Uma boa planilha precisa mostrar o fluxo de caixa mês a mês, com categorias macro e subcategorias que possam ser analisadas ao longo do tempo. Os gráficos que fazem sentido são os de fluxo de caixa, maiores receitas e despesas e categorias (e subcategorias) com que mais gasta.

O básico mencionado aqui funciona. Depois disso, você pode adicionar mais controles, mas só se quando já estiver em sintonia com a planilha e conseguindo viver sua realidade financeira em consonância com o que mostra seu controle financeiro.

Conclusão

O que mais importa em uma boa planilha não é o visual, a quantidade de abas que ela possui ou o show pirotécnico de gráficos de todos os tipos. O que interessa é se ela mostra sua vida financeira em detalhes e se você é capaz de se identificar nela a ponto de se assustar.

Eu digo assustar não porque você esteja fazendo errado, mas porque é essencial que você seja capaz de tirar sua vida financeira da imaginação e do achismo para colocá-la em perspectiva – e isso só vai acontecer se você puder consultar sua história financeira fora da sua cabeça. Por isso, vem conosco, nós queremos continuar cuidando de você!

(Fonte: Dinheirama)

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