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Dia Mundial de Combate à Tuberculose

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Dia Mundial de Combate à Tuberculose

A tuberculose (TB) continua a merecer especial atenção dos profissionais de saúde e da sociedade como um todo, considerando a magnitude, transcendência e vulnerabilidade da doença. Anualmente, são notificados cerca de 6 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito.
 
No Brasil, a doença ainda é um sério problema de saúde pública reconhecido pelo governo brasileiro, e para combater esse mal, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) está integrado na rede de serviços de saúde.
 
A doença, com profundas raízes sociais, está intimamente ligada à pobreza e à má distribuição de renda, além do estigma que implica a não adesão dos portadores e/ou familiares/contactantes. Trata-se de uma doença infecciosa e transmissível, que afeta, prioritariamente, os pulmões. Pode acometer órgãos como rins, ossos, meninges etc. Mas, a tuberculose é curável. Pessoas que tossem há mais de três semanas devem procurar atendimento médico específico.
 
A Vigilância Epidemiológica monitora a situação e a tendência da doença para recomendar, executar e avaliar as atividades de controle. Já a Atenção Básica tem objetivo de consolidar as ações do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, oferecendo tratamento nas unidades de saúde, incluindo a estratégia do Programa Saúde da Família (PSF) e Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). O principal objetivo é prevenir o adoecimento por TB nos infectados e não infectados.
 
O que é tuberculose?
 
A tuberculose é uma infecção causada pela bactéria – Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), que atinge principalmente os pulmões, chamada de tuberculose pulmonar, mas pode acometer outras partes do organismo, sendo denominada extrapulmonar.
 
Pessoas com outras doenças como diabetes, infecção pelo HIV/aids e câncer aumentam o risco de adoecer por tuberculose. Além das comorbidades, as condições desfavoráveis de vida como desnutrição, situação de rua, privação de liberdade, uso de álcool e outras drogas, além de barreiras de acesso aos serviços de saúde colocam a população em situação de maior vulnerabilidade ao adoecimento. A tuberculose tem cura, cujos diagnóstico e tratamento são disponibilizados pelo SUS e realizados, preferencialmente, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
 
Como é a transmissão?
 
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio do bacilo expelido por tosse, espirro ou fala de uma pessoa com tuberculose pulmonar ou na laringe.
 
Ambientes fechados, mal ventilados, com ausência de luz solar, com aglomerados de pessoas tornam maior a chance de transmissão. Por isso, é importante manter a casa arejada, permitir a entrada de luz solar e manter as janelas abertas para adequada circulação do ar. A prática da etiqueta respiratória, como levar o braço ou lenço à boca e ao nariz quando tossir ou espirrar também diminui a disseminação dos bacilos. Essas medidas são importantes durante a fase de transmissão.
 
Quais são os principais sinais e sintomas?
 
A tosse é o sintoma mais frequente da tuberculose pulmonar, geralmente acompanhada de expectoração (escarro). Além da tosse, pode surgir febre baixa (geralmente no final da tarde), suores noturnos, emagrecimento, fraqueza, cansaço e dores no corpo.
 
ATENÇÃO: tosse por 3 semanas ou mais pode ser tuberculose. Procure a Unidade Básica mais próxima de sua casa.
 
Como é feito o diagnóstico da tuberculose?
 
A comprovação bacteriológica dos casos de TB é fundamental tanto para o diagnóstico quanto para o controle da doença. Os principais exames de diagnóstico para tuberculose pulmonar são: baciloscopia, teste rápido molecular (TRM-TB) e cultura.
 
Como é feito o tratamento?
 
Sua duração é de no mínimo seis meses, e os remédios devem ser tomados todos os dias. Com o início do tratamento correto há melhora expressiva do estado geral da pessoa com tuberculose, ainda assim, é essencial que o tratamento seja seguido até o final.

(Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal)

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