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Guia para controlar suas finanças pessoais

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Guia para controlar suas finanças pessoais

A pandemia do novo coronavírus causou perda de emprego para cerca de 7,8 milhões de pessoas no Brasil de março a maio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de redução de salário ou suspensão de contrato para 11,698 milhões de trabalhadores, com base na Medida Provisória 936. Nesse cenário, o desafio de organizar as finanças domésticas só aumentou e até as contas fixas da casa ficaram ameaçadas. Quem já vivia com o orçamento apertado está sendo obrigado a colocar todos os gastos na ponta do lápis e escolher o que pagar no fim do mês.

É o que tem feito a gerente de loja Angélica Dias, de 34 anos, moradora da Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. De início, a loja de roupas onde ela trabalha deu férias aos funcionários, já que fechou as portas por causa das medidas de isolamento social. Na volta, seu contrato foi suspenso por um mês e, depois desse período, a empresa optou pela redução de jornada e de salário em 25%. Ela mora com a mãe, não paga aluguel, mas tem um apartamento financiado em um bairro vizinho, Guaianazes, e já enfrenta dificuldades para pagar as prestações. “Acabo escolhendo a fatura com vencimento mais antigo”, conta.

Especialistas em educação financeira consultados pelo Estadão afirmam que a primeira atitude que se deve tomar na situação de crise atual é organizar uma planilha - mesmo que feita à mão - com os gastos e fontes de receita. Antes de decidir o que é mais urgente ou não, é preciso saber exatamente quais são as despesas e selecionar as essenciais.

Aquelas indispensáveis podem ser anotadas primeiro:  contas de água e luz, aluguel, gastos com supermercado. Depois, é preciso ver quais são as dívidas ativas naquele momento que não são encaradas como essenciais. Aqui entram as contas relacionadas a consumo em geral e empréstimos, dívidas com cartão de crédito, cheque especial, financiamentos, seja de imóvel ou veículos, entre tantos outros.

Dificilmente a gente consegue fazer grandes reduções em despesas essenciais. Separe essas, que precisam ser pagas de qualquer jeito. Outras, como gastos com lazer e restaurantes, já nem estão sendo feitas durante o isolamento”

Para Joyce Carla, gerente da Serasa, é importante priorizar o pagamento das contas relacionadas ao consumo diário, como água, luz e gás, para que não acumulem e o consumidor tenha o risco de ter o fornecimento cortado. “A conta continua chegando e o pagamento será devido agora ou no futuro. O ideal é tentar não acumular muito essas contas, pensando que não sabemos exatamente quanto tempo essa situação vai durar”, afirma.

Joyce também orienta que o consumidor negocie prazos maiores para pagar financiamentos e parcelas de empréstimos: “É interessante que o consumidor ligue para o banco, saiba quais são as regras para o caso de ele não ter condição de fazer aquele pagamento. Quem sabe ele pode ter um prazo maior para o pagamento sem cobrança de juros?”

O responsável pela área de Indicadores e Estudos Econômicos da Boa Vista, Flávio Calife, recomenda que o consumidor use o cartão de crédito com cautela e garanta que os gastos sempre caibam no seu orçamento: “É preciso ter especial cuidado com os créditos rotativos, como cheque especial e fatura do cartão de crédito, que têm juros muito altos. Se possível, tente pagar toda a fatura do cartão para não acumular nos próximos meses”.

Calife também diz que, se o consumidor perceber que vai ficar com as contas no vermelho mesmo depois do corte de gastos, pode tentar empréstimos bancários, mas deve tomar cuidado com os juros previstos. “O crédito consignado pode ser uma boa opção, porque tem juros mais baixos. Pode valer a pena, se você perceber que não vai conseguir cumprir todos os compromissos. Porém, você só vai conseguir tomar esse empréstimo se tiver alguma fonte de renda”, afirma.

Caso o trabalhador esteja sem nenhuma fonte de renda, ele recomenda um empréstimo pessoal direto no caixa eletrônico. “Geralmente é mais fácil de conseguir, mas tem taxas maiores que o consignado - embora, ainda assim, menores do que as do cartão de crédito e do cheque especial.”

O diretor de autorregulação e relações com clientes da Febraban, associação que representa o conjunto de bancos no Brasil, Amaury Oliva, explica que, ao perceber que essas dívidas, chamadas de financeiras, não poderão ser pagas, o melhor caminho é buscar a renegociação. “Dialogue com o gerente do banco sobre a situação que está passando. Haverá possibilidade de renegociação. Para os bancos, não interessa endividamento, mas sim relacionamento sustentável”, afirma.

(Fonte: Estadão)

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