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A influência da contabilidade mental nas decisões e no primeiro passo para a realização dos sonhos

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A influência da contabilidade mental nas decisões e no primeiro passo para a realização dos sonhos

Entender os fatores que influenciam as pessoas em suas decisões tem sido uma constante em diversos estudos sobre educação financeira. No Brasil, como em outros países, diversos pontos em comum são identificados entre os entrevistados em pesquisas que dão suporte a esses trabalhos.

Decisões equivocadas trazem consequências no controle das finanças pessoais

Segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada em junho último, e divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o endividamento das famílias alcançou o percentual recorde de 67,1%. Neste indicador, estão inclusos cheques pré-datados, cartões de crédito, uso do limite do cheque especial, compras parceladas, empréstimos pessoais, prestações de veículos, entre outros.

Boa parcela de pessoas não controla corretamente suas despesas, e tomam decisões com base, apenas, em sua "contabilidade mental".

Mas, o que isso significa exatamente?

O economista norte americano Richard Thaler, ao unir análises de tomada de decisão econômica com a psicologia, ganhou o prêmio Nobel de Economia em 2017, por sua contribuição para a economia comportamental.

Thaler notou que a ciência econômica, em grande parte do tempo, se baseia na racionalidade humana. Contudo, concluiu que muitas atividades das pessoas seguem um roteiro de acordo com a volatilidade emocional de cada indivíduo que toma decisões baseadas na contabilidade mental, ou seja, a pessoa toma decisões financeiras considerando premissas simplificadas e estímulos não racionais. Ao usar processo mental, o consumidor assume determinada decisão, inviabilizando outra de maior importância pessoal, profissional ou até mesmo empresarial.

Muitas pessoas podem gastar normalmente R$ 300,00 por mês em um jantar, porém entendem que não possuem esta quantia para investir, uma vez que sua contabilidade mental não identifica essa sobra no orçamento.

Dados de dezembro/2019 mostram a existência de R$ 1,4 bilhão de reais em saldos de contas poupança inativas ou paralisadas que não ultrapassam o valor de R$ 100,00 reais cada, ratificando a falta de hábito de poupar dos brasileiros.

A sensação que fica, com o passar do tempo, é a de que sonhos não se realizaram porque não foi possível "dar o primeiro passo".
Inadequada para uma boa gestão das finanças pessoais, a contabilidade mental induz ao descontrole, uma vez que, apesar de acreditar ter conhecimento de sua condição financeira, mesmo sem acompanhar e registrar formalmente receitas e despesas, muitos gastos desnecessários são realizados e passam despercebidos pela pessoa.

A identificação de cada centavo desembolsado é fundamental para corrigir distorções e organizar recursos com objetivos principais de custear despesas obrigatórias e investir para concretizar sonhos. Além disso, para manutenção de uma situação financeira controlada, é preciso observar a redução de despesas e evitar um superendividamento. A decisão de abrir mão de um desejo imediato é uma medida racional, normalmente tomada por pessoas financeiramente conscientes.

A dissertação de mestrado "Conhecimento e comportamento financeiros de jovens adultos: um estudo com alunos de seis faculdades da cidade de São Paulo", concluída em 2016, contou com respostas de 419 jovens e envolveu questionamentos que procuraram identificar o nível de educação financeira dos estudantes por faixa etária.

Há, em todas as faixas etárias, percentuais elevados para as más práticas financeiras como tomar empréstimos com alto custo, não dispor de reserva para situações emergenciais e, principalmente, não planejar a aposentadoria.

O controle de receitas e despesas por meio de anotações em planilhas ou aplicativos específicos para esse fim é recomendação repetida exaustivamente pelos envolvidos com a divulgação da educação financeira. Para dar o primeiro passo rumo a objetivos equilibrados de consumo e investimentos futuros, o Sistema de Consórcios, por possuir características únicas, é o mecanismo financeiro indicado em linha com as boas práticas, seja para consumo de bens móveis duráveis ou para investimento em bens patrimoniais e econômicos que poderão oferecer tranquilidade no médio e longo prazos.

Ao considerar diferenciais próprios no mecanismo, há que se destacar aspectos como custo final menor, prazos mais longos e por consequência parcelas menores, acessíveis a orçamentos pessoais, familiares ou até mesmo empresariais. Com atualização periódica do crédito pretendido e de acordo com o previsto em contrato assinado com a administradora, o consorciado tem o poder de compra mantido ao longo da duração do grupo. Sem entrada e com parcelamento integral, os consórcios contam ainda com a diversidade de prazos para pagamentos. Outro diferencial importante está na possibilidade do participante ser contemplado por sorteio mensal a qualquer momento ou acelerar a contemplação ofertando lance. Por se tratar de um mecanismo simples de aquisição de bens e serviços, a modalidade possibilita a formação ou ampliação de patrimônio face a flexibilização do uso do crédito.

(Fonte: Terra)

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