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Mentira, culpa, descontrole: sinais de que você tem compulsão por compras

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Mentira, culpa, descontrole: sinais de que você tem compulsão por compras

Quem nunca fez uma compra por impulso ou gastou mais dinheiro do que deveria em algum produto? No segundo episódio do programa Desafio Aceito, Thelma Assis, a vencedora do BBB20, ajuda uma psicóloga recém-formada que se identifica com essa descrição. Laryssa Lira, 25, não pode ver uma blusinha dando sopa que já quer comprar. Ela pediu ajuda ao programa para conseguir se livrar da compulsão por compras.

Você também já passou por situações de descontrole por causa de compras. Saiba que o problema é comum. Ele existe quando o comportamento se torna repetitivo, na chamada oniomania ou TCC (Transtorno do Comprar Compulsivo). Os sinais e consequências da compulsão por compras são falta de prazer no ato da compra, esconder da família, mentir, sentimento de culpa, oscilações de humor e, por fim, descontrole financeiro.

"A compulsão é caracterizada por comportamentos automáticos e que se repetem muitas vezes, como se a pessoa fosse 'levada' a alguma ação para aliviar uma pressão interna. É importante compreender que o processo mental da compulsão é o mesmo para dependentes químicos, jogos, compras, internet, comida etc", diz a psicóloga Karen Torquato Bronzate. Outro sintoma é o sentimento de culpa após a compra.

Assim, há uma diferença clara entre o simples consumidos - no qual há prazer na compra, que foi uma conquista - e a compulsão. "Na compulsão não há essa sensação de prazer, de conquista, mas sim tristeza. Existe excessivamente o descontrole, as mentiras, as manipulações, oscilações de humor. Às vezes a pessoa se sabota e não utiliza as coisas que comprou, apenas as estoca", completou a psicóloga Lígia Massarelli.

Além de tristeza e sensação de vazio, a compulsão por compras dói no bolso. "Primeiramente, é importante diferenciar uma pessoa que compra muito, por descontrole e falta de planejamento, de um comprador compulsivo", ressaltou a planejadora financeira Fernanda Prado.

Compulsão por compras tem cura?

De acordo com Lai Santiago, educadora financeira da Open, é possível, sim, consertar a vida financeira de quem tenha compulsão por compras. Mas é preciso de uma equipe multidisciplinar. "Não dá para resolver a vida financeira sem resolver a vida emocional, psiquiátrica", disse. Segundo ela, o planejador financeiro foca na parte mais prática do problema, ao ver a troca de dívidas por outras mais baratas, montar um plano para sair do endividamento o quanto antes e traçar estratégias para soluções financeiras. Mas, sem a ajuda de um psiquiatra ou psicólogo, o comportamento persiste.

Segundo Karen, "é possível através de psicoterapia e em alguns casos o acompanhamento psiquiátrico e farmacológico tratar as patologias e ressignificar o comportamento compulsivo". 
Segundo ela, não é uma questão de curar a compulsão, mas sim de tratar a relação entre os aspectos psicológicos com o ato de comprar. O compulsivo por compras deverá se manter atendo e compreender que exposto a possibilidade, como um passeio no shopping, poderá lhe trazer novamente o desejo incontrolável de consumir, diz a psicóloga.

Para José Luiz Masini, planejador financeiro da Planejar, o planejador financeiro pode ajudar a encontrar os gatilhos para compra ou soluções financeiras. "Sempre recomendamos fazer um orçamento e ver o quanto você tem de entrada mensal de recursos e, a partir daí, controlar os gastos. Costumamos dizer que é para estar atento aos grandes gastos", afirmou.

O que fazer para evitar?

Durante a fase do tratamento da compulsão por compras, os planejadores financeiros têm algumas estratégias para evitar que a pessoa compulsiva se afunde ainda mais no problema de dinheiro. De acordo com Karen, algumas atitudes se tornam importantes no processo: evitar locais de compra quando não necessário, ter clareza da utilidade do que quer comprar, organizar a vida financeira e abdicar de cartões de crédito (no máximo algo com limite pequeno), evitar ter cartões na carteira e optar por utilizar dinheiro, além de buscar sempre atividades prazerosas que não envolvam compras.

"É necessário começar a entender como se satisfazer em não comprar. É começar a se premiar caso não compre. Preciso pensar: é algo que vai fazer diferença na minha vida? Devo comprar? Como estão as minhas finanças?", disse Masini. Para Lai Santiago, o profissional financeiro tem que ajudar o consumidor a entender quando ele está exposto às possibilidades de consumo. "O que fazemos para apurar a percepção? Mostrar para a pessoa, constantemente, como marketing atual funciona. Será que isso de fato é uma realidade, que aquele item de fato estava mais caro e, agora, está mais barato?"

Com certos procedimentos para decidir a respeito de uma compra, esse processo pode ficar mais fácil.

(Fonte: Finanças UOL)

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