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O que é a síndrome metabólica? 

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O que é a síndrome metabólica? 

Glicose e colesterol nas alturas, peso acima do recomendável, pressão idem... Esses são alguns dos problemas de saúde que, quando agrupados, formam a síndrome metabólica. Acompanhe nosso infográfico para entender como ela pode maltratar o corpo.

A gordura abdominal

A massa que acumulamos na região da barriga não é algo estático que incomoda apenas na hora de vestir a calça. Inchadas, as células de gordura que ficam nesse pedaço e entre os órgãos passam a liberar substâncias inflamatórias que molestam o organismo todo, principalmente os vasos sanguíneos. E esse é um processo que se comunica com tudo que virá a seguir.

Resistência à insulina

Esse fenômeno é marcado pela incapacidade de as células tirarem a glicose de circulação. É um ingrediente básico da síndrome metabólica e pré-requisito para o diabetes tipo 2. Na resistência à insulina, as células não conseguem abrir suas portas ao açúcar, que passa a ficar dando sopa nas artérias. A situação amplia o estresse e a inflamação pelos vasos.

Dislipidemia

O termo faz referência ao aumento dos níveis de colesterol e, tantas vezes, também de triglicérides no sangue. A elevação do LDL, o “colesterol ruim”, indica que, além da inflamação, as artérias estão mais sujeitas à formação de placas em seu interior. Essas placas vão se consolidando a ponto de travar a passagem do sangue. Os triglicérides também contribuem para isso.

Hipertensão

A inflamação e as demais confusões que ocorrem pelo corpo, sobretudo com o avançar da idade, tendem a deixar os vasos num aperto, fazendo a pressão arterial decolar. Um mal silencioso, a hipertensão ameaça, entre outros motivos, porque pode fazer as placas de gordura se rasgarem, dando origem a trombos capazes de viajar e entupir artérias no coração ou no cérebro.

Os danos pelo corpo - O que obesidade, colesterol alto e hipertensão podem provocar quando se unem

Cérebro: a coleção de males da síndrome metabólica aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Fígado: a gordura costuma se depositar também nesse órgão, prejudicando suas funções e podendo levar à cirrose.

Coração: é uma das principais vítimas nesse cenário. Quando suas artérias ficam entupidas, ocorre o infarto.

Rins: inflamação e placas pelos vasos mais pressão nas alturas são uma fórmula certeira para lesões nessa dupla.

Pâncreas: anos e anos tentando compensar a resistência à insulina fazem a fábrica cansar. E aí lá vem o diabetes!

Os exames básicos - O que merece entrar no check-up de tempos em tempos

Medida da pressão arterial: o ideal é ficar no limite em 12 por 8. A frequência de checagem varia de acordo com o perfil.

Exame de glicose e hemoglobina glicada: mostram como o corpo tem lidado com o açúcar. A hemoglobina glicada dá uma média do último trimestre.

Dosagem de colesterol e triglicérides: outros exames de sangue, que desta vez apuram os níveis de LDL, HDL e companhia.

Circunferência abdominal: a ferramenta é a fita métrica. Mulheres devem ficar abaixo de 88 cm; homens, abaixo de 102 cm.

Sob controle - O tratamento começa com mudanças no estilo de vida

Alimentação: moderar na gordura, no sódio, no açúcar e no carboidrato e elevar a ingestão de vegetais é um dos pilares básicos.

Exercícios: as atividades aeróbicas (caminhada, corrida, natação...) são essenciais. A ideia é evoluir aos poucos.

Sono e estresse: dormir mal e viver nervoso jogam lenha nos processos inflamatórios — e convenhamos que já há demais nesse caso.

Remédios: são prescritos para frear a pressão, o colesterol, o diabetes... A cirurgia bariátrica entra em casos de obesidade grave.

(Fonte: Veja Saúde)

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