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Qual a melhor opção: menos dívidas ou mais poupança?

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Qual a melhor opção: menos dívidas ou mais poupança?

A recomendação mais normal é sempre tentar primeiro pagar todas as dívidas para então começar a poupar. A razão disso é que as taxas de juros cobradas pelos empréstimos costumam ser muito maiores que as taxas pagas pelos investimentos. Mas há também outros fatores a se considerar.

Em primeiro lugar, os juros no Brasil estão caindo de uma maneira muito forte. As recentes turbulências políticas podem diminuir a rapidez desta queda, mas os baixos níveis de inflação e atividade econômica indicam que a queda deve continuar.

Neste cenário, os juros pagos às dívidas tendem a diminuir e ficar “um pouco mais próximas” dos juros dos investimentos.

Há claro alguns tipos de financiamentos que sempre terão juros muito altos: o cheque especial e as dívidas no cartão, mesmo com as recentes alterações nas regras do crédito rotativo, continuam a ser exorbitantes e devem ser sempre quitados o mais rápido possível.

Fora isso, pode haver exceções.

Criação de Fundo de Emergência

Se você tem dívidas mais ‘baratas’ como crédito consignado e alguns tipos de empréstimos pessoais, é interessante manter estes financiamentos e começar a montar um pequeno fundo de reserva para imprevistos.

Usar este dinheiro poupado para abater as dívidas seria a melhor opção sob o ponto de vista puramente financeiro. Mas há pelo menos duas grandes vantagens em se manter este fundo:

1. Este fundo pode ser usado para abater futuras dívidas caras.

Se no futuro ocorrer algum imprevisto, você provavelmente terá que recorrer a um empréstimo que possa ser disponibilizado rapidamente… e isso custa caro, pois terá que recorrer ao cheque especial ou ao cartão.

O seu fundo de reserva poderá ser usado para evitar este tipo de dívida, se não no valor total, pelo menos em parte dele, diminuído o seu prejuízo com os juros.

E se este imprevisto nunca ocorrer? Bem, fique feliz! Considere que este fundo criado por você é uma espécie de seguro: você tem, mas reza para que não seja necessário utilizá-lo.

2. Criar o hábito de poupar

Tem gente que já nasce com o “dom” de poupar. Se você não deu muita sorte e nasceu com o “dom” de gastar, então o jeito é ir treinando até conseguir mudar o seu comportamento.

Poupar regularmente, nem que seja uma quantia pequena, ajuda a criar um hábito saudável para as suas finanças pessoais. E neste caso, este hábito pode ser realmente mais importante que abater alguma dívida de curto prazo.

(Fonte: Minhas economias)

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