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Transtorno do pânico é distúrbio sério e precisa de acompanhamento

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Transtorno do pânico é distúrbio sério e precisa de acompanhamento

O transtorno do pânico é um distúrbio agudo de ansiedade que atinge por volta de 2% da população mundial. Apesar disso, não existem dados que representem o número de casos no Brasil. O que se sabe, é que é mais comum em mulheres entre 15 e 30 anos. Porém, qualquer pessoa pode ter ataques de pânico.

E, embora não tenha risco real de vida, conviver com o problema pode ser muito assustador. Isso porque a pessoa sente que está perdendo o controle, tendo um infarto ou até mesmo morrendo. São as chamadas crises de ansiedade aguda ou ataques de pânico, que acontecem de forma repentina e inesperada.

Há pessoas que têm apenas um ou dois ataques ao longo da vida e o problema desaparece. Porém, muitas vezes eles se tornam frequentes.  Por isso, o indivíduo fica com tensão constante de outro surto e começa a evitar situações que disparariam os sintomas. Por exemplo, eventos sociais e atividades profissionais.

Sintomas

O ataque de pânico começa de repente e tem duração curta, de cinco a vinte minutos. Frequentemente, quem possui transtorno do pânico também apresenta quadros de depressão. Além disso, apresenta os seguintes sintomas:

• Medo de morrer;
• Medo de perder o controle e enlouquecer;
• Despersonalização (sensação de estranheza em relação a si mesmo);
• Desrealização (distorção na visão de mundo e de si mesmo que impede diferenciar a realidade da fantasia);
• Dor e/ou desconforto no peito que podem ser confundidos com os sinais do infarto;
• Palpitações e taquicardia;
• Sensação de falta de ar e de sufocamento;
• Asfixia;
• Sudorese;
• Náusea ou desconforto abdominal;
• Tontura ou vertigem;
• Ondas de calor e calafrios;
• Adormecimento e formigamentos;
• Tremores, abalos e estremecimentos.

Causas 

Ainda não foram totalmente esclarecidas as causas que levam alguém a desenvolver o transtorno do pânico. Porém, a genética e o estresse acentuado são alguns dos fatores que mais influenciam nesse sentido. O uso abusivo de certos medicamentos, drogas, café, energéticos e álcool também têm grande parcela de influência.

Diagnóstico

É importante lembrar que uma crise isolada ou uma reação de muito medo em situações de ameaças reais não são fatores para o diagnóstico. As crises são periódicas e provocam mudanças no comportamento. Dessa forma, interferem no estilo de vida dos pacientes.

Assim, o distúrbio acarreta um temor constante de vir a ter novas crises e/ou receio de estar em situações ou lugares onde não possa ser socorrido de imediato. Isto provoca grandes limitações à vida cotidiana e sofrimento intenso.

O diagnóstico do transtorno do pânico é clínico. Ou seja, leva em consideração a história do paciente e os sintomas. Por isso, deve-se estabelecer a diferença entre outras doenças com sintomas semelhantes. Este fator também influencia diretamente no correto tratamento do paciente.

Tratamento do transtorno do pânico

Quem define o tratamento é o médico psiquiatra. Resumidamente, o tratamento inclui a prescrição de medicamentos antidepressivos e psicoterapia. Nesse sentido, a psicoterapia cognitivo-comportamental geralmente é a mais indicada. Isso porque ela busca a dessensibilização diante do agente agressor.

Assim como boa parte dos distúrbios psiquiátricos, não há cura para o transtorno do pânico. Porém, com o tratamento constante, os sintomas diminuem dentro de algumas semanas e podem desaparecer com os meses. Além disso, técnicas de respiração profunda e relaxamento e atividade física também contribuem.

(Fonte: HSC)

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